Essa é minha primeira tentativa de escrever um conto. Como eu acho que em tudo que vamos fazer temos que manifestar a graça de Deus, esse é o tema do conto. Agora que li pra postar achei que ficou muito bom, embora provavelmente muitos acertos ainda têm de ser feitos. Espero que gostem. Então convido a todos a conhecer o grande amor de Deus que me deixa tão feliz tantas vezes. ))
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Foi num domingo de páscoa. Acordei com a luz do sol entrando pela janela e batendo com intensidade no meu rosto, pensei em cochilar mais um pouquinho quando de súbito me lembrei do compromisso. Naquele dia havia prometido ir visitar o Jack(1) e o relógio já apontava quase oito horas, me aprontei rapidamente e sai em direção ao Hospital das Clínicas, no centro da cidade.
Sendo médico eu estava bastante acostumado em lidar com paciêntes terminais como era o caso de Jack, mas a situação agora era diferente. Não seria lidar profissionalmente com um cidadão que estava aos meus cuidados, mas falar com um amigo de infância que muito me respeitava mas que odiava “essa coisa toda de religião” como ele dizia.
Quando pequenos nós frequentamos por anos a mesma escola dominical na Igreja Nacional do Evangelho Redimido. Nós dois éramos os melhores alunos da classe, decoravamos todos os versículos, sabiamos a resposta da tia antes de todos e ainda tinhamos mais estrelinhas amarelas no mural do que todos os outros alunos juntos. Pode parecer estranho mas nossa escola dominical ensinou muito como deveríamos lutar para merecer o reconhecimento dos outros e nos orgulhavamos de nosso próprio esforço.
Porém, durante a nossa adolescência aconteceu algo que iria mudar o rumo das nossas vidas. Um dos nossos pastores, por ambição egoista tentou um “golpe de igreja”, que é muito comum nos dias de hoje. É quando os pastores da igreja atingem a maturidade da luta competitiva pelo poder, ficam se apunhalando por trás lutando de modo darwiniano pela sobrevivência do mais apto. Então acontece o inevitável, a igreja se desmonta em várias partes. Mas como uma espécie de mutante cada parte começou a se desenvolver por si, construindo novas igrejas que reproduziam a mesma competitividade fria entre os pastores sedentos por poder.
Mas por um momento, enquanto eu e o Jack tentavamos entender tudo aquilo nós vimos por alguns instântes a nossa igreja em toda sua nudez, foi como pudessemos ver o que havia por trás daquele belo prédio em suas colunas em estilo grego. Por um momento a capa caiu e vimos um grande tumor que afetava a todos nós. A experiência foi tão tralmatizante que alterou totalmente o rumo de minha vida e a de Jack. Mas logo que o tumor se dividiu cada pedaço mutante se cobriu de uma nova capa para tentar esconder sua vergonha.
Desde então eu vi o Jack poucas vezes porque nossas famílias ficaram em “tumores” diferentes. Na época ele foi muito mais corajoso do que eu, mas não menos obstinado. A questão é que nossas vidas tomaram rumos totalmente diferentes, quase opostos. Ele se rebelou contra a sua igreja-tumor falando com clareza a todos da falsidade escancarada de tudo aquilo, o que ninguém ousava comentar. Depois xingou sua família e amaldiçoou sua existência se afundando na maior quantidade de pecados que conseguisse. Quando questionado costumava dizer que tinha agora outra regra de fé: “aproveitar e reduzir ao máximo a vida vazia”. Nunca mais concordei com ele mas sempre admirei como desde então ele viveu em sinceridade com a vida, não tentava enganar mas mostrava a todos com clareza quem era, e fazia tudo que dava vontade sem se preocupar com a opinião da sociedade.
Eu por outro lado cai de cabeça na religião, busquei cada vez mais obstinadamente viver a vida completa que a biblia prometia. Eu era irreperensível em tudo, sempre o primeiro a chegar nas reuniões, cantava a Deus mais forte do que todos, procurava separar várias horas diárias de oração, fazia jejuns de dias e ainda assim nada me consolava. Tentei todos os métodos possíveis para tentar me aproximar de Deus mas quanto mais fazia mais longe Ele ficava. Era desesperador, uma cadeia com grilhões pesados que eu não podia suportar. Quanto mais santo eu procurava ser mais a minha consciência me acusava de meus erros, porque por mais do que eu tenha feito nos meus esforços, nunca me achei suficientemente bom. Miserável homem que sou. Porque apesar de todas as aparências eu bem sabia que aqui dentro nada estava bom, não havia nenhuma luz brilhando.
Eu estacionei o carro o mais longe possível porque não sabia o que falar pro Jack, não sabia como enfrentar a cara dele. Por um breve momento pensei em algumas palavras de acusação:
- Você está vendo onde essa sua vida de pecado te levou? Vai morrer agora de AIDS!
Não!! Isso não funcionaria, não com o Jack, ele iria rir da minha cara e talvez até tentasse tirar minha máscara, que não estava tão ruim aquele dia. Atravessei o estacionamento apreensivo, talvez um último apelo religioso:
- Ainda há chance Jack, tome essa biblia e leia ela, agente pode orar a Deus por você. Vamos no culto, pelo menos nesse domingo!!
Também não!! Jack era tão obstinado em negar a religião que iria olhar com uma cara de tamanha insatisfação e ódio que eu iria me arrepender de ter ido. Mas de qualquer forma ele me chamou. O que ele queria? Eu não podia oferecer nada.
Cheguei ao quarto extremamente tenso, sabia inteiramente de meu dever religioso de converter aquele rapaz, mas como converter alguém que sabe tudo quanto eu sobre religião. Talvez ele realmente fosse uma pessoa predestinada a condenação. O que eu poderia fazer?
Entrei no quarto de Jack e me esforcei pra deixar sair um sorriso na minha máscara. Ele estava péssimo, esquelético, com o lábio rachado do qual vertia um pouco de sangue. Me acompanhou com os olhos e indicou uma cadeira. Eu me sentei, mas meu sorriso caiu e não consegui mais mantê-lo. Ficamos em silêncio, eu não queria falar, e ele continuava a me olhar com uma cara sem nenhuma expressão. Foi o minuto mais dificil da minha vida, e que minuto.
Como crente que eu era pesou de novo o peso de converter aquele homem, gaguejei e disse o xavão, meio sem pensar:
- Jesus te ama! As palavras saíram frias e escuras, Jack deu de ombros, me fitou no fundo dos olhos, não disse nada e se virou.
Quando levantei os olhos vi um senhor de idade sentado ao lado dele, no outro leito. Seu olhar era diferente, me olhou interrogativamente e depois se virou para o Jack e disse:
- JESUS te ama!
Na hora imediata pensei que aquelas palavras tinham sido muito belas, e só depois reparei que eram as mesmas palavras que eu tinha falado. Mas havia algo muito diferente no ar. Nas palavras dele havia uma certa vida que eu já havia sentido antes. Nas palavras dele estava aquilo que eu tanto buscava, ali havia um calor diferente, uma alegria inundou o meu ser e eu fiquei pensando como iria fazer para rete-la comigo.
Jack não resistia a um desafio.
- Suas palavras são de um tolo. Eu já ouvi falar muito de Jesus, por acaso não foi ele que construiu essas igrejas? vocês ficam tentando agradar ele pra ele dar presentes para vocês em troca. Se matam para parecerem santos e quando estão de costas um ao outro enfiam o punhal.
Mas o homem se manteve sereno.
- Talvez! Mas eu não falei sobre isso, eu só disse: “Jesus te ama!”
Jack riu de canto, não queria conversar com crentes chatos. Em outros momentos ele iria esculachar, mas agora só queria ficar sossegado.
- Olha - disse Jack - esse tal Jesus, ele nem sequer existe, já morreu. Quanto menos ainda ele pode amar. Me deixe em paz!
Por um momento o homem assumiu um olhar sério, e olhou fimemente para o Jack, como alguém que possui muita autoridade no que fala. Mas muito estranhamente nem por isso a alegria e compaixão deixaram os seus olhos.
- Por que pode dizer que Jesus não existe?
Jack percebeu a mudança no tom de sua voz, certamente o senhor não gostou do que dissera.
- Existe aquilo que posso ver, que posso tocar com minhas mãos, olhar com os olhos. Esse Jesus, eu já ouvi sobre ele, e gostei. Mas essas pessoas que ficam falando dele são odiosas, elas tentam acabar com toda a minha liberdade de fazer o que me da alegria. E você é um deles.
- O sol existe? - O homem parece ter desconsiderado o que ele disse.
- Existe!
- Mas como você pode dizer isso se não o ve agora?
- Olha isso é absurdo! Eu sei que ele existe porque já o vi, todos os dias o vejo.
- Olha garoto, - o velho olhava Jack calmamente – você não vê o sol, você ve a luz dele, um borrão no céu.
- Mas eu posso ver a luz pelo menos, tudo fica claro com o sol. Eu posso sentir seu calor também.
- Certamente, mas tudo isso é a consequencia do que o sol é, e não o sol em si. Você só pode saber que o sol existe pelos efeitos que sua luz e calor produzem no seu corpo. De noite nós não podemos ver nem sentir o sol em nós, mas nem por isso deixamos de acreditar que ele existe, porque sabemos que em algum lugar o sol está no meio do céu, rachando as cabeças com seu calor. Mesmo quando deixamos de ver o sol ele continua lá firme, a mesma luz e o mesmo calor, ainda quando não o sentimos.
- Huahauhauah, já entendi onde você quer chegar seu velho. Mas veja só uma coisa, o sol realmente existe porque eu já provei dele muitas vezes. Mas esse Jesus é muito diferente, eu nunca provei nada dele. Na igreja que eu ia ele estava bem morto, pendurado numa cruz.
- Bom, isso é espantoso. É como se você passasse a vida inteira em uma caverna, sem nunca ter visto o sol e caminhado para a vida em liberdade.
- Há, e agora você quer me ensinar sobre liberdade. Eu sim fui livre, eu fiz tudo o que essa vida pode oferecer sem ligar para esses limites da religião, todas essas leis nas quais vocês prendem as pessoas.
O homem olhou atentamente Jack, como que não entendendo e não disse nada. Eu quiz ajudar o velho mas ele estava falando de algo muito profundo, que eu não conseguia entender, me limitei a capturar o máximo de coisas que ele falava, parecia que a vida de Jesus estava nele, aquilo que eu sempre busquei desesperadamente de toda forma ele vivia plenamente.
- Você se considera livre? Isso é muito estranho. Olha pra você! Você se acabou, a verdadeira liberdade não deve acabar com nós, mas produzir ainda mais vida. Você provou de tudo o que podia fazer dentro dessa sua caverna, acabou com sua vida desesperada e infeliz, e ainda ri de mim quando eu falo que há um sol brilhando lá fora, que há um mundo que agente pode ver tudo claro, onde sentimos o calor do sol em nossa pele.
- Bom, você evidentemente é um louco achando que há outro mundo para além desse. Mas ainda que eu tenha vivido numa caverna a vida toda sem receber nada da luz do seu mundo imaginário, eu não tenho como ir até ele, pois confesso, eu já procurei algo maior que tudo isso, eu já tive essa esperança. Mas como posso acreditar que esse sol existe se a luz dEle nunca chegou até mim?
- Você têm se esforçar pra encontrar também né Jack, têm que fazer o que é certo. Olha o que você fez a vida toda, como quer que a luz venha até você? Você não merece! - Disse eu.
- Cala a boca seu túmulo de azulejo azul!!
Eu olhei assustado, as palavras do velho tinham sido pra mim! Ele me encarou profundamente, tão profundamente que minha máscara começou a derreter, e já pingava na minha coxa. Não ousei responder. Ele virou-se para o Jack.
- Olha aqui rapaz, não diga isso. Não existe nenhuma maneira de vermos a luz a não ser que ela se mostre a nós. Nós não temos a capacidade de chegar até ela, por isso seu amigo ali é tão infeliz. Mas com certeza você já viu a luz que estou te falando mas não deu importância a ela. Ela é muito diferente de sua caverna, deveria ter seguido por ela. A luz e o calor dela é aquilo que conhecemos por amor, não no sentido conhecido na sua caverna, mas muito mais profundo. O sol do mundo, que produz esse amor é o próprio Jesus, por isso são tão importântes as palavras do seu amigo: “Jesus te ama!”. Ele disse as palavras certas sem sentir de fato a essencia das palavras que disse.
Você não têm muita opção agora porque o seu mundo está desmoronando, você só pode confiar em mim!! Veja, a minha pele está bronzeada, eu te garanto que conheço o Sol e posso te levar até lá! Segure na minha mão! Confie em mim!
Jack estendeu a mão e seguou firme a mão do homem. O senhor estava com rosto reluzente e era dificil olhar dietamente na face dele. Minha máscara estava derretida no chão. Ele virou-se para mim.
- Quanto a você: você realmente crê que eu te amei?
Foi como se fosse um sonho. Depois de um desmaio voltei a olhar o quarto, Jack estava morto. Eu sorri e olhei pela janela, lá estava o Sol, me lembrando que Deus me ama. Depois daquele dia eu nunca mais fui o mesmo por causa da confiança que tinha no amor de Deus. Eu entrei em muitas cavernas de densas trevas, algumas delas eram grandes igrejas, mas não importa onde eu entrasse eu sabia que lá fora o sol estava sempre brilhando e cheio de calor para mostrar que o amor dele permanece para sempre.
(1)Mais por causa da minha falta de criatividade mesmo.
12 comentários:
Gostei.
Olá, Silas! Tudo bem? Faz tempo que eu não venho aqui, né? De fato, foi o trabalho que meu blogue exigiu em alguns tempos, e depois algumas tarefas da facu... Já faz bastantes dias que vi a atualização com seu conto, mas não tinha tirado um tempo pra ler, e hoje resolvi dar-lhe a devida atenção.
Pois é, para quem está acostumado a escrever textos mais técnicos (trabalhos da facu, projeto da iniciação, escritos teóricos etc.) é realmente muito difícil partir para a prosa de ficção, em que devemos elaborar um enredo e escolher personagens, não? Eu pessoalmente devo confessar que, embora tenha feito muitos poemas e traduções de músicas para o esperanto, NUNCA me aventurei na literatura artística prosaica, e até hoje não me sinto capaz de fazer isso. Humanistas como Darcy Ribeiro aventuraram-se, mas acho mesmo deveras desafiador para um teórico lidar com uma produção em que a estética e os efeitos catárticos são o que mais conta.
Por isso, meus parabéns pela coragem e pela criatividade (alem da disposição de fazê-lo, é claro) são a primeira coisa que me sinto na obrigação de oferecer-te. Isso sem contar, aliás, que a prosa está bastante fluente e agradável, ou seja, não há repetição excessiva de palavras, lugares-comuns, ecos... A estética literária está muito boa! Fica agradável de ler, não é sofrível passar pelo texto, como se estivéssemos andando de Fusca numa estrada de terra esburacada. Compararia mais a fruição de sua obra a um escorregador bem íngreme untado de água, daqueles que a gente vai nos parques aquáticos...
Mas eu seria hipócrita se não apontasse algumas balizas para a divulgabilidade do conto em larga escala - como você mesmo disse, alguns reparos deveriam ser feitos. A acentuação é a mais notável delas: inúmeras palavras carecem desses sinaizinhos gráficos que não escolhemos constar em nossa língua, sumamente nas palavras proparoxítonas (é claro que a proposta original do Acordo Ortográfico de 1990 - o que começou a viger a partir deste ano - previa a supressão dos acentos nas proparoxítonas, mas já que isso não aconteceu, fazer o quê...). Enquanto isso, aparecem desnecessariamente em outras palavras, como "paciêntes", "instântes", "têm" referindo-se à 3.ª pessoa do singular... Sem contar algumas ortografias que doem no coração: "tralmatizante" e "xavão" são as que mais saltam aos olhos. Mas isso é o de menos, e pode ser curável com mais tempo de leitura e, é claro, a manutenção de um dicionário a tiracolo (pode ser tanto de papel quanto em programa de computador - que geralmente já vem em CD-ROM nas edições mais novas dos grandes dicionários - ou mesmo na Net, onde há vários sites de consulta) para tirar possíveis dúvidas sobre a escrita correta dos vocábulos.
No mais, achei muitíssimo interessante essa crítica à divisão das igrejas e à luta de poder entre os pastores por alguém que bebeu, direta ou indiretamente, da fonte do protestantismo! E eu diria que é uma luta ainda mais injusta porque não se trata só do controle da instituição, mas de massas de fiéis que buscam a solução de seus problemas em líderes carismáticos e messiânicos e nutrem as contas bancárias dos mesmos com o pouco que resta a si mesmos para a própria sobrevivência. Basta ler ou assistir aos jornais de uns tempos atrás e indignar-se com (P)Edir Ma(is)cedo dando instruções de persuasão dos crentes para a arrecadação de quantias cada vez mais astronômicas! Com relação ao conceito de "graça" - o qual minha mente irreligiosa não consegue ou simplesmente não quer entender -, creio que o final, que faria chorar qualquer pessoa de fé verdadeira, está muito bem adequado a ela e explica muito bem e de modo assaz didático com elementos do cotidiano muitas das coisas que você esforçou-se titanicamente para passar-me em muitas das discussões que travamos.
Só penso que duas coisas ficaram meio forçadas. Primeiro, o uso do termo "darwiniano" para questões humanas - digo "puramente humanas", do ser humano como ser social, e não em sua dimensão biológica, na qual se encaixa como qualquer outro ser vivo -, o que não só dá margem a ideias eugênicas e repugnantes como a de "darwinismo social" como vaza uma crítica mal formulada e mal argumentada ao evolucionismo por meio da vulgarização, por vezes deturpadora, de certos vocábulos relacionados às descobertas de Darwin (mas não vou deter-me neste último ponto). O que quero dizer é que, ao simplesmente chamar sua "luta darwiniana" de "sobrevivência do mais apto", não fica clara a dimensão biológica do processo, que inclui ainda mutações involuntárias nos seres vivos, essas sim, os fatores que farão a diferença na adaptação a determinado meio. Como acredito que a luta interna em uma instituição não tem a ver com mutações genéticas, pessoalmente acho o uso do termo "darwiniano" um tanto impróprio.
Segundo, e bem mais grave, a frase "- Você está vendo onde essa sua vida de pecado te levou? Vai morrer agora de AIDS!" é muito perigosa, porque mexe com uma relação nem sempre correta entre essa doença e a libertinagem sexual ou mesmo narcótica. No artigo da Wikipédia sobre o famoso sociólogo Betinho, encontra-se a seguinte frase: "Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia." (Grifo meu.) Ou seja, as transfusões de sangue e as aplicações de remédios injetáveis (e cita-se que os cuidados devem ocorrer, por exemplo, até mesmo na acupuntura) também são um fator de risco, se não procedidas com cuidado. Da mesma forma, associar AIDS a "pecado" só aumenta o preconceito e a estigmatização dos soropositivos, que, mais do que de culpa, precisam de tratamento clínico e psicológico para reintegrarem-se à sociedade e levar uma vida normal, a qual hoje pode estender-se por mais tempo devido ao avanço nos tratamentos. A sorte é que o pastor desistiu de dizer isso a Jack, mas como ele não se desculpou a si mesmo pelo preconceito - apenas desistiu de falar isso porque não convenceria o amigo moribundo -, fico triste pelo fato de a estigmatização ainda permanecer.
Bem, acho que é só isso. No mais, se você achou que alguma crítica ficou muito acerba, não se desanime e continue a escrever sem cessar, afinal é só na prática que a gente realmente pega o jeito!
Grande abraço!
Erick, meu amigo, como vai?
Muito obrigado pelos incentivos e pelos comentários. Fico feliz com a visita e espero retribuir em breve.
Quanto as críticas, agradeço também, me ajudam a refletir e melhorar.
A questão gramatical realmente é um problema, eu acho muito chato. Até sei as regras mas não tenho muito saco pra ficar prestando atenção na hora q to escrevendo. Assim q der eu corrijo o texto. Mas de fato, não considero essa questão muito importânte.
hamm, quanto ao uso da palavra "darwinismo" quiz usar o uso mais corrente da palavra, simplesmente como luta pela sobrevivencia do mais apto. Mas sua crítica faz sentido, ainda pensarei a respeito.
E por fim, a frase: "- Você está vendo onde essa sua vida de pecado te levou? Vai morrer agora de AIDS!" não deve ser entendida ou pensada fora do contexto que se insere e do personagem que está pensando. Veja bem, não defendo tal posição, mas estava nesse momento construindo a ideologia (esteriotipada, é certo) concebida pelo personagem. Sendo ele um religioso legalista, tal como eu pretendia que fosse, é natural que ele pense assim, não?
abração Érick
Po silao, ta demais em campeao!!!
muito fera veio, ateh chorei!! haha
ta na hora de publicar um livro jah... se eu tivesse grana eu patrocinaria!! =)
abracao jow!!
Parabéns Sillas, gostei muito.
Abração, Xyko.
"- Quanto a você: você realmente crê que eu te amei?"
Porra mano... Essa frase soou para mim como:
"Então o velho levantou. E, de súbito, sem que eu percebesse, ele estava com os dois pés no meu peito. A força do seu golpe me fez cair em agonia eterna."
Huahaha! Só to enchendo o saco.
Embora, esse texto me soou um pouco como auto-ajuda hehe =P.
Tipo, sem querer concordar com o Érick, mas acho que você podia omitir a razão do cara estar no hospital e deixar implicito. Acho que é irrelevante pro texto. Mas escolha sua e eu entendo seu argumento.
Fala Caee!!!
valeu mesmo pelo comentário!!
Então Caetano, eu andei pensando e descobri q na real, eu não sei definir ao certo o q é auto-ajuda, o q dificulta te responder. rss
Mas pegando somente pelo termo, auto-ajuda, minha posição é totalmente contrária a isso. Eu sou uma pessoa totalmente cética quanto a capacidade do homem de fazer qualquer coisa, até se ajudar. Acredito q ler esses livros ai, sei la, tem aquele slides tbm né? Acho q pode da uma abafada, mas não resolve o grito dentro dagente!!
E num texto de auto-ajuda acho q vc não teria aquela reação com relação ao fato do personagem tem perguntado: vc cre q eu te amei?
A auto-ajuda, creio, é humanista demais, tentaria resolver o problema do homem pelo homem. Jamais colocaria um xeque desse modo.
O cristianismo te coloca numa posição muito mais incômoda, certamente, nesse sentido. O incômodo de um salto no escuro, a confiança (crença) de que Deus é amoroso o suficiente pra providenciar todo o necessário em tudo é condição para a retomada do relacionamento com o Pai. Por isso a crença em Jesus Cristo, homem-Deus, que morreu e ressucitou, é a base do cristianismo. Não é por acaso que essa crença é chamada de dogma. É o elemento de escandalo, de fato, Absoluto, centrista.. sem duvida. E nem um pouco a cara da auto-ajuda. é isso.
abraços
As vezes entro aqui manja, mas nunca ta atualizado... ;p
abracao brow! saudades!
bom, Silas nãoo liii...mas vou ler
mas passei pra dizer que estou com saudades..
um abraçooo...=)
I'm appreciate your writing skill.Please keep on working hard.^^
É isso ai mano,creio que um dia este sol da justiça e da verdade vai bilhar e trazer a luz tudo que esta nas sombras.
abraços
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